5 de fevereiro de 2013

Mesmo que mude





Às vezes tentamos fugir de nós mesmos e a realidade nem sempre condiz com a verdade. Vemos pessoas movendo-se o tempo todo, dentro de uma perfeita linha reta. Talvez os nossos erros e acertos escrevam o nosso destino, mas você não quer simplesmente curvar para fora, ir além do que se espera? Não digo isso no sentido de anular as surpresas e as emoções do que vem depois da curva, sem a perspectiva de vida, mas que pudéssemos escolher o que viveríamos amanhã, como quem escolhe o melhor prato disponível no cardápio do restaurante. Pensando bem, a vida é uma eterna história em quadrinhos onde os personagens somos nós. Vivemos cada página sem saber o que nos aguarda no próximo capítulo, tendo a única certeza em mente de que o fim é certo para todos nós. Porém, nem todo final sempre acaba. 

Dúvidas e incertezas brotam em nosso caminho feito cogumelos. Mudamos nossas convicções e atitudes como camaleões nervosos. Assim como um personagem de uma história em quadrinhos, nossa história está inclinada para a última página - um destino certo em meio a caminhos incertos. Nós sabemos que as páginas de um livro estão ali escritas, só não foram vividas pelo personagem principal. Agora, imagina se você estivesse lendo uma história e o personagem tivesse o poder de mudar completamente o sentido da história em que ele habita? 

Mesmo que nós pudéssemos mudar o nosso destino, mesmo que ainda um simples "sim", "talvez" ou "nunca mais", tivesse o poder de mudar o eixo da nossa história e a órbita dos fatores que nos impulsionam para o fim, a gente sempre quer que a construção da vida dê certo.

Vale a pena citar:


Paperman é animação da Walt Disney, criada pelo diretor John Kahr, que conta a história de um jovem solitário, cujo destino toma um rumo inesperado depois de um encontro casual com uma mulher bonita na estação do metrô. Convencido de que a garota de seus sonhos se foi para sempre, ele recebe uma segunda chance quando, no arranha-céu de seu escritório, a vê em uma janela do outro lado da avenida. Com apenas o seu coração, imaginação e uma pilha de papéis para conseguir sua atenção, seus esforços não são páreo para o que o destino tem reservado para ele.


Paperman por videobash

PARA SABER MAIS 

A-ha é uma banda norueguesa presenciada pelo synthpop, estilo musical que predomina o teclado e os sintetizadores. O nome da banda vem da exclamação "aha!", usada apenas quando dá ideia de surpresa ou imprevisto. "Take me on" (música tema desta postagem), retrata em forma de desenho os perigos a cada esquina descobrindo o amor. O clipe é retrô: antigo, mas legal.

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