19 de novembro de 2014

A mídia como formadora de opinião

Quando foram feitas as primeiras transmissões experimentais da televisão em 1920, logo surgiram os noticiários que passavam pelos fiscais de censura. Nenhuma notícia considerada agressiva à ditadura ou contra a moralidade poderia ser exibida. Nesta época em que a nova geração de televisores possui milímetros de espessura, possuímos ao encontro do controle remoto uma programação de variedades: é o canal de humor, são novelas, filmes e esportes... O conteúdo do maior canal formador de opinião, a televisão, influencia de tal modo os hábitos do telespectador, que palavras, frases e expressões utilizadas disseminam-se rapidamente. 


No Brasil, a internet existe desde 1989. Desde então, a cultura do "status virtual" estimula cada vez mais os internautas a buscar popularidade, turbinando suas redes sociais para ganhar comentários, curtidas e seguidores, passando assim, a impressão de ser adorado. É um conjunto de fatores que leva o indivíduo a "cair nas graças" do público. Para ser reconhecido nas redes, basicamente é preciso transmitir o conteúdo de acordo com os interesses do público-alvo. Na tentativa de ser bem visto, a maioria dos internautas sente a necessidade de ganhar maior visibilidade, como se um comentário ou uma curtida suprisse toda a carência e transfigurasse o vazio à fama súbita em cada "like": estou conectado, logo existo.  

A televisão permite assistir ao que você quer, quando quer, enquanto a internet proporciona uma interação democrática, capaz de contemplar os interesses individuais. Os programas televisivos, inclusive, adotam gradativamente o engajamento nas redes sociais, tornando-se mais importante do que a audiência. A mídia, contudo, atua na vida das pessoas formando opiniões, estabelecendo regras, padrões e normas: modismos e estereótipos são impostos constantemente à sociedade, sendo induzida pela propaganda ao consumo exacerbado, gerando mais lucros e patrocínios. A cultura da magreza cada dia se torna mais cruel e real com a cultura da valorização do padrão ideal de beleza. Há pessoas que vivem de dietas e neuras com a ditadura da magreza, outras são vaidosas e egocêntricas cuidando do seu corpo de maneira exagerada. 

O botão do controle remoto ou o simples clique do mouse muitas vezes nos faz ingerir ideias formadas, falso moralismo e verdades deliberadamente distorcidas pelos meios de comunicação em benefício próprio. Cabe a nós pensar e refletir: "Será que eu realmente preciso disso?", "Será mentira ou será verdade?". Tudo isso acontece de uma forma tão natural, que passa quase imperceptível pelos nossos olhos.

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