20 de junho de 2015

Ler, assistir ou ouvir?


Você prefere consumir boas histórias, buscar informações, estudar o conteúdo da prova e saber o que está acontecendo ao seu redor fazendo uma leitura, assistindo a vídeos ou através de áudios? Participar, inteirar, trocar mensagens, emitir ou receber ideias. A comunicação envolve todos esses procedimentos, mas só ocorre efetivamente quando as pessoas se influenciam dando uma resposta a respeito, ou seja, quando uma mente afeta outra mente. Pessoas de todas as idades não costumam investir mais seu tempo com leituras, fator prejudicial que tem como grave consequência o aumento do analfabetismo, formando cidadãos que, muitas vezes, não têm a capacidade de desenvolver uma frase ou uma opinião por falta de cultura. O acesso à informação enriquece a bagagem cultural, tornando o indivíduo detentor de saberes, com conteúdo mais interessante para partilhar, repartir e conferenciar.  

Os vídeos mais populares da internet acumulam milhões de visualizações instantaneamente, enquanto os textos costumam demorar mais para ter o mesmo alcance do público. Neste tempo que os caracteres substituem letras manuscritas, a leitura e a escrita podem ser encaradas como algo monótono e enfadonho, já que o fluxo de informações transmitidas pelas mídias audiovisuais é muito mais rápido e de fácil consumo. Enquanto o impresso é palpável, o digital é ubíquo. É como aquele velho ditado clichê: "Uma imagem vale mais que mil palavras". Da mesma forma, o "falar" se transforma em palavras. Afinal, é bem mais fácil e cômodo assistir a um vídeo e/ou escutar o áudio enquanto se pode estar desempenhando outras atividades - na hora do café, num engarrafamento de trânsito ou naquele tempo livre, por exemplo - que parar tudo e voltar a sua atenção à leitura. Já pensou nisso? Mas, não se pode negar: gente interessante é gente que lê, que está por dentro das coisas que estão acontecendo pelo mundo à volta, que tem um candidato para votar, que assiste a documentários e filmes e sabe comentar a respeito. Ninguém quer ser uma pessoa inculta, aleatória, que não sabe nada da vida e não tem opinião, não é?

Estudos da neurociência comprovaram que o cérebro se concentra apenas em determinada área por vez. Por isso, os jovens, principalmente, ficam dispersos com tantas informações para assimilar e desorientados no meio dessa tempestade de ideias. Para ficar bem informado, será que primeiro devo assistir aos canais da TV, conferir os vídeos do YouTube, ouvir rádio ou ler livros, revistas e jornais? O texto, a imagem, o áudio e o vídeo funcionam como um complemento da informação que está sendo transmitida. Inclusive, os programas de televisão adotam gradativamente o engajamento nas redes sociais, tornando-se mais importante do que a audiência. Além dos sites e blogs que veiculam conteúdo mesclando textos e vídeos que, às vezes, contêm a participação do próprio autor.

CURIOSIDADES

Segundo um estudo realizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), os cerca de 100 milhões de brasileiros com acesso à internet passam mais tempo navegando na web do que assistindo TV. 

Estima-se ainda que os usuários na faixa etária de 18 a 34 anos são os que mais assistem a vídeos pela internet. Somente no YouTube, 48 horas de vídeos são postados por minuto e visualizados por 3 bilhões de pessoas diariamente no mundo todo.

De acordo com um novo relatório da Cisco – líder mundial em redes para a internet – em 2019, o vídeo online será responsável por quatro quintos do tráfego mundial de internet. A cada segundo, quase um milhão de minutos de conteúdo em vídeo serão disponibilizados na rede. Nos Estados Unidos, o domínio dos vídeos online chega a 85%. 

O aumento no consumo de arquivos audiovisuais está exigindo que os provedores de internet busquem o aprimoramento constante de seus serviços e que possuam recursos capazes de ampliar a largura de banda e aplicativos.

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